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21/03/2012 08:00
Novo terminal vai fortalecer turismo náutico em Salvador
 
Porta de entrada para o turismo náutico na cidade, o bairro do Comércio está se preparando para o crescente aumento deste setor, visando principalmente a Copa do Mundo de 2014. Nos últimos oito anos, o número de navios que têm ancorado no Porto de Salvador aumentou mais de 300%, sem contar com as inúmeras regatas internacionais, no Centro Náutico, e de embarcações menores, nas marinas, no alto Verão. Por isto, a Prefeitura de Salvador elaborou um projeto para o novo receptivo turístico náutico e poder, assim, receber bem melhor aquele que preferiu conhecer a nossa capital.
 
Houve ainda um crescimento no número de passageiros por navio na temporada que vai entre os meses de setembro e abril. Só na segunda-feira de Carnaval, a cidade recebeu 21 mil pessoas em cinco embarcações. Considerando que turistas estrangeiros, como os portugueses, gastam em média US$70/dia e os americanos US$ 106/dia, em navio com 3.000 passageiros, Salvador teve em circulação US$ 2.1 milhões em média.
 
O maior número de visitantes estrangeiros da capital baiana que chegam via marítima é de italianos, alemães, americanos, espanhóis, portugueses e argentinos. Dentre os brasileiros, destacam-se os paulistas, mineiros, brasilienses, pernambucanos e sergipanos. Salvador, Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu e o estado do Amazonas são os maiores destinos deste tipo de turismo.
 
Antes, o Porto de Salvador recebia embarcações menores, mas em maior número, que foram substituídas pelas de maior porte. Para a nova temporada, o porto já vai receber navios com até 6.500 turistas, que passam 30 metros da área do porto. A Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) está se preparando para as mudanças e já comprou novas defensas para dar maior segurança na hora da atracação, como informa George Barreto, diretor de turismo da Empresa Salvador Turismo (Saltur).
 
 
Novo receptivo marítimo
 
A população soteropolitana vai ganhar um novo terminal marítimo de turismo no Porto de Salvador com área de contemplação para a Baía de Todos-os-Santos. O projeto-conceito foi desenvolvido pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), vinculada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente (Sedham). O projeto é conjunto com os governos estadual e federal, com investimentos de R$ 36 milhões, recursos do PAC da Copa e contempla ainda intervenções viárias e paisagísticas na Avenida da França.
 
O terminal será construído nas áreas dos atuais armazéns 1 e 2 do Porto de Salvador e terá as obras iniciadas em 2012, com inauguração prevista para o aniversário de cem anos do porto, em 2013. O projeto segue todos os trâmites de segurança, como os adotados nos aeroportos para a vistoria de passageiros e bagagens, praça de alimentação, área de contemplação da Baía de Todos-os-Santos e para trânsito de veículos como vans e ônibus de turismo, nos embarques e desembarques de passageiros.
 
Além da requalificação da área do porto, a FMLF colocou no planejamento intervenções viárias na Avenida da França com a construção de um mergulho nos dois sentidos, a retirada do terminal de ônibus do canteiro central e a construção de uma praça que centralizaria o Mercado Modelo. O escritório da Receita Federal, que ficará ao lado do terminal, deve ser transferido para o prédio da antiga agência central dos Correios, na Praça da Inglaterra.
 
A ideia é, segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente, Paulo Damasceno, que as ações de requalificação urbana mostrem a nova cara que a cidade precisa ter. “Precisávamos restabelecer o diálogo do mar com a cidade. A Prefeitura queria mudar este perfil, trazer mais vida para o bairro do Comércio que passa por um processo de revitalização”, concluiu.
 
O projeto do novo terminal marítimo do Porto de Salvador é mais um item de intervenções que a FMLF está propondo para a região. “O projeto é simples e ousado ao mesmo tempo e preparou o espaço para receber os cruzeiros de origem em Salvador, não apenas para ser um local de passagem. Pensamos numa associação da dinâmica visual/paisagística, casando as atividades turísticas com o alfandegamento dos outros armazéns”, explica o presidente da FMLF, Luís Mesquita Baqueiro.


Autor/Fonte: Tribuna da Bahia Online
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