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Durante
o período colonial, o Porto de Salvador
era freqüentemente denominado "Porto
do Brasil", como se não existisse
outro ancoradouro em toda a Colônia. A
referência traduzia o significado histórico
e econômico do porto na vida nacional durante
a "Era Mercantilista".
Desde meados do século XVI, o ancoradouro
funcionou como porto importador de mercadorias
procedentes de Portugal e da África e
como exportador de produtos tropicais para o
Reino. Os produtos exportados pela Bahia, entre
os séculos XVI e XVII, para Portugal e
as possessões ultramarinas, já era
bastante diversificada. Artigos como o açúcar,
o pau-brasil, o algodão, o fumo, o couro
e a aguardente para lá se destinavam a
partir do Porto de Salvador.
Mesmo com a transferência da capital da
Colônia para o Rio de Janeiro, em 1763,
motivada, sobretudo, pela crescente exploração
de ouro em Minas Gerais, a importância
do Porto de Salvador, não decresceu. A
entrada média anual, na segunda metade
do século XVIII, foi de pelo menos 90
a 100 navios.
Apesar disso, o Porto permaneceu com instalações
rudimentares, aproveitando as condições
naturais de atracação, por quase
400 anos. Só veio a se tornar um porto
organizado a partir do início deste século,
depois de longo período de reivindicações
destinadas ao melhoramento de suas condições
físicas.
O ano de 1906 assinala o início efetivo
das obras de modernização, pouco
depois do Banco Etienne Muller e Cia, originário
da França, ter aprovado um empréstimo
de 75 milhões de francos à Companhia
Cessionária do Porto da Bahia. No orçamento
aprovado para o projeto das obras, através
de decreto federal, incluíram-se as despesas
para a construção dos edifícios
dos Correios e o do Mercado Modelo, entre outras
edificações que hoje marcam indelevelmente
a fisionomia do bairro do Comércio.
Em 13 de maio de 1913, inaugurou-se o primeiro
trecho do Cais da Alfândega, em solenidade
presidida pelo governador Joaquim Seabra. A primeira
embarcação a atracar no novo cais
foi o paquete "Ilhéus", da Companhia
de Navegação Baiana. Imediatamente,
foi iniciada a exploração comercial
do Porto de Salvador.
Ao final de 1914, o Porto já dispunha
de novos trechos de cais implantados e sete armazéns
concluídos, com seis em plena operação.
Entre os equipamentos, destacavam-se oito guindastes
móveis sobre trilhos e três linhas
férreas. Abria-se também uma avenida
de 20 metros de largura ao longo dos armazéns,
numa extensão de 1000 metros, a conhecida
Avenida da França. À época,
o movimento anual do porto era da ordem de 400
mil toneladas.
Ao completar 50 anos de operações,
em 1963, foi inaugurada a Estação
Marítima Visconde de Cairu, sede da empresa,
projetada pelo arquiteto Diógenes Rebouças.
O prédio, localizado na Avenida da França,
abrigava também o terminal de passageiros.
Em 1968, o porto conclui importantes obras,
com destaque para o quebra-mar norte, complementando
os enrocamentos e aterros de Águas de
Meninos e da enseada de São Joaquim. A
companhia, no entanto, enfrenta sérias
dificuldades financeiras, vindo a ser posta sob
intervenção federal em 1970.
Oito anos depois, o governo federal encampa
os bens, instalações e serviços
vinculados ao Porto de Salvador, transferindo
sua administração à Portobrás,
estatal recém constituída, com
a finalidade de gerir o sistema portuário
nacional. Em 17 de fevereiro de 1977, cria-se
a Companhia das Docas do Estado da Bahia, a Codeba,
que passa então a administrar o Porto
de Salvador.
Para mais informações
sobre o Porto de Salvador, a Codeba possui um
Centro de
Documentação e Informação
- CDI, cujo acervo bibliográfico está
aberto ao público de segunda à sexta-feira,
das 8 às 12h e das 13:30 às 17:30h.
Contato via e-mail: cdi@codeba.com.br
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